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Mensagens de ânimo e fé!

Espiritismo

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“A caridade nunca falha”

- Paulo.(I CORINTIOS, 13:8).
Quem escolhe intenções elevadas no desempenho de sua atividade, jamais esbarra em fracasso.
Quem perdoa de coração qualquer ofensa, não aloja o arrependimento no íntimo.
Quem se vê incompreendido ao elaborar o ato digno, recebe em seu favor a compreensão
da Misericórdia de Cima.
Quem visa o interesse do próximo na obra em curso, somente descobre motivos para
confiar no próprio êxito.
Quem estuda para ajudar a outrem com o facho do conhecimento, invariavelmente
alcançara o aprendizado.
Quem se sacrifica para minorar o sofrimento daqueles que lhe rodeiam a marcha,
demanda novos domínios da felicidade essencial.
Quem se esforça por viver o amor puro sob qualquer aspecto, acerta sempre no
instante de definição.
Eis, porque, assevera o Apóstolo aos irmãos de Corinto: - “A caridade nunca falha”.
Realmente, a caridade expressa a perfeição dentre as manifestações da criatura e
dimana, em seus fundamentos, do Amor Infinito de Deus.
Um ato de caridade traz em si a argamassa indestrutível da Eterna Perfeição, composta
de sabedoria e justiça, trabalho e solidariedade, confiança e paz.
O erro torna-se inexequível ao espírito quando o coração perdoa sem condições,
estuda com dignidade ou trabalha desinteressadamente.
Assim, a luz da caridade jamais se extingue. Onde surgem as controvérsias
transformam-se em colóquio fraternais, a tristeza
rende-se à alegria, o desânimo perde a razão de ser e as almas aceleram o
vôo na esteira evolutiva.
Muitos aprendizes da Verdade pesquisam sofregamente a fórmula ideal para a
vitória na Vida, no entanto, ela aí brilha à mão de qualquer um,
estruturada na gradação infinita da caridade. Busquemos, pois, prosseguir sem falhas.
Volta o olhar para o cosmo interior e proceda à avaliação da própria conduta
segundo o câmbio único da virtude sublime e estarás vivendo,
em ti mesmo, a batalha sem derrotas, o itinerário sem desvio, a luta sem
quedas e a luz sem sombra, sob o beneplácito d´Aquele que é
Todo-Amor e Todo-Justiça.
Emmanuel, por Chico Xavier

 


 


QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

"Que fazeis de especial?" - Jesus. (MATEUS, 5:47.)

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios
de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se
encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é
necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os
trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais
altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de
agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço
do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes
Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas,
sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade
surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de
trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão
sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.
Efetivamente, sabemos tudo isto.

Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a
beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a
interrogação do Divino Mestre:
- Que fazeis mais que os outros?

Emmanuel, por Chico Xavier

 



 


CAMINHO ALTO.

Além da morte, as alegrias são fulgurações crescentes do espírito, na liberação das
forças emotivas que se descartaram da matéria mais densa, entretanto, no mesmo
princípio, as dores da consciência atingem o superativo da angústia.
À vista disso, o remorso em nós é qual fulcro de agonias morais reavivando a
lembrança dos nossos erros, com espantoso poder de repetição.

Carregamos, desse modo, além-túmulo, o fardo de nossas culpas, a exibir
constantemente o espetáculo das próprias fraquezas, e imploramos a reencarnação
como quem sabe que o corpo físico é o instrumento capaz de reabilitar-nos.
Nessas circunstâncias, não poupamos súplicas, não regateamos promessas, não
medimos votos, não subestimamos sacrifícios...

Encomendamos serviço e luta, assinalando a inquietude do sedento que pede água.
Aspiramos a apaziguar paixões, purificar sentimentos, resgatar débitos, santificar
ligações e elevar experiências, na conquista da própria renovação.
E, quase sempre renascemos em duras dificuldades, a fim de redimir-nos, à maneira
do aluno internado na escola para educar-se.

Não recuses, assim, a provação ou problema que o mundo te impõe, nas horas breves
da passagem sob a neblina da carne. A moléstia, a inibição, o sonho torturado, o
parente difícil, a separação temporária ou o infortúnio doméstico representam cursos
rápidos de regeneração pessoal, em que somos chamados ao próprio burilamento.
Recorda que voltarás, amanhã, para o lar da luz de onde vieste. Não impeças que o
suor do trabalho ou o pranto do sofrimento te dissolvam as sombras do coração.
Todo mal de ontem ressurge ao mal de agora para que o bem apareça e retome a
governança da vida.

O Erro desajusta.
A dor restaura.

É por isso que, entre a ilusão que obscurece e a verdade que ilumina, a reencarnação
será sempre o alto caminho do recomeço.
Espírito: Emmanuel, por Chico Xavier

 


 

Apascenta

“Apascenta as minhas ovelhas.” – Jesus. (João, 21:17.)

Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso
de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado.
Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não
recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.

Nem gritos, nem xingamentos.
Nem cadeia, nem forca.
Nem chicote, nem vara.
Nem castigo, nem imposição.
Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.
Nem lamentação, nem desespero. “Pedro, apascenta as minhas
ovelhas!” Isso equivale a dizer:
– Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu
mesmo.

Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do
qual a lição benéfica surgirá depois.
Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.
Educa sempre.
Revela-te por trabalhador fiel.
Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços
e frágeis que te acompanham os passos.

Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do
desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante
oportuno.
Não analises, destruindo.

O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.
Alimenta a “boa parte” do teu irmão e segue para diante. A
vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.

Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel 47

 


 

 

Vem!

“E quem o ouve, diga: – Vem. E quem tem sede, venha.”
– (Apocalipse, 22:17.)

A Terra é a grande escola das almas em que se educam alunos
de todas as idades.
Se atingiste o nível das grandes experiências, não te inquiete
a incessante extensão do trabalho.
Não enxergues inimigos nos semelhantes de entendimento
imperfeito. Muitos deles não saíram ainda do jardim de infância
espiritual.

Dá sempre o bem pelo mal, a verdade pela mentira e o amor
pela indiferença.
A inexperiência e a ignorância dos corações que se iniciam na
luta fazem, freqüentemente, grande algazarra em torno do espírito
que procura a si mesmo.
Por isso, padecerás muitas vezes aflição e desânimo.

Não te perturbes, porém.
Se as ilusões e os brinquedos da maioria não mais te satisfazem,
é que a madureza te inclina a horizontes mais vastos.

Recorda que somente Jesus é bastante sábio e bastante forte
para acalmar-te.
Ouve-lhe o apelo divino, formulado nas derradeiras palavras
do seu Testamento de Amor: – “Vem!”

Ninguém te pode impedir o acesso à fonte da luz infinita.
O Mestre é o Eterno Amigo que nos rompe as algemas e nos
abre portas renovadoras...
Entretanto, é preciso saibas querer.
O Senhor jamais nos fará violência.
Sofres? Estás fatigado? Tropeças sob os fardos do mundo?
Vem!

Jesus reserva-te os braços abertos.
Vem e atende ainda hoje! É verdade que sempre alcançaste
ensejos de serviço, que o Mestre sempre foi abnegado e misericordioso
para contigo, mas não te esqueças de que as circunstâncias
se modificam com as horas e que nem todos os dias são iguais.

Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel

 


 

Guarda a paciência

“Porque necessitais de paciência, para que, depois de
haverdes feito a Vontade de Deus, possais alcançar a
promessa.” – Paulo. (Hebreus, 10:36.)

Provavelmente estarás retendo, há muito tempo, a esperança torturada.
Desejarias que a resposta do mundo aos teus anseios surgisse,
imediata, agasalhando-te o coração; entretanto, que paz desfrutarias
no triunfo aparente dos próprios sonhos, sem resgatares os
débitos que te encadeiam ao problema e à dificuldade?

Como repousar, ante a exigência do credor que nos requisita?
Descansará o delinqüente antes da justa reparação à falta cometida?
Sabes que o destino materializar-te-á os planos de ventura,
que a vitória te coroará, enfim, a senda de luta, mas reconheces-te
preso ao círculo de certas obrigações.

O lar convertido em forja de angústia...
A instituição a que serves, onde sofres a intromissão da calúnia
ou o golpe da crueldade...
O parente a quem deves respeito e carinho, do qual recolhes
menosprezo e ingratidão...
A rede dos obstáculos...

A conspiração das sombras...
A perseguição gratuita, a enfermidade do corpo, a imposição
do ambiente...
Se as provas te encarceram nas grades constringentes do dever
a cumprir, tem paciência e satisfaze as obrigações a que te enlaçaste!...
Não renuncies ao trabalho renovador!

Recorda que a Vontade de Deus se expressa, cada hora, nas
circunstâncias que nos cercam!
Paguemos nossas contas com a sombra, para que a Luz nos
favoreça!
Em verdade, alcançaremos a concretização dos nossos projetos
de felicidade, mas, antes disso, é necessário liquidar com
paciência as dívidas que contraímos perante a Lei Divina !

Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel



Sementeira e construção

“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura
de Deus e edifício de Deus.” – Paulo. (1ª Epístola
aos Coríntios, 3:9.)

Asseverando Paulo a sua condição de cooperador de Deus e
designando a lavoura e o edifício do Senhor nos seguidores e
beneficiários do Evangelho que o cercavam, traçou o quadro
espiritual que sempre existirá na Terra em aperfeiçoamento, entre
os que conhecem e os que ignoram a verdade divina.
Se já recebemos da Boa Nova a lâmpada acesa para a nossa
jornada, somos compulsoriamente considerados colaboradores do
ministério de Jesus, competindo-nos a sementeira e a construção
dele em todas as criaturas que nos partilham a estrada.

Conhecemos, pois, na essência, qual o serviço que a Revelação
nos indica, logo nos aproximemos da luz cristã.
Se já guardamos a bênção do Mestre, cabe-nos restaurar o
equilíbrio das correntes da vida, onde permanecemos, ajudando
aos que se desajudam, enxergando algo para os que jazem cegos e
ouvindo alguma coisa em proveito dos que permanecem surdos, a
fim de que a obra do Reino Divino cresça, progrida e santifique
toda a Terra.

O serviço é de plantação e edificação, reclamando esforço
pessoal e boa-vontade para com todos, porquanto, de conformidade
com a própria simbologia do apóstolo, o vegetal pede tempo e
carinho para desenvolver-se e a casa sólida não se ergue num dia.
Em toda parte, porém, vemos pedreiros que clamam contra o
peso do tijolo e da areia e cultivadores que detestam as exigências
de adubo e proteção à planta frágil.
O ensinamento do Evangelho, contudo, não deixa margem a
qualquer dúvida.

Se já conheces os benefícios de Jesus, és colaborador Dele, na
vinha do mundo e na edificação do espírito humano para a Eternidade.
Avança na tarefa que te foi confiada e não temas. Se a fé representa
a nossa coroa de luz, o trabalho em favor de todos é a
nossa bênção de cada dia.

Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel 145

 


 

Erguer e ajudar
“E ele, dando-lhe a mão, a levantou...” – (Atos, 9:41.)

Muito significativa a lição dos Atos, quando Pedro restaura a
irmã Dorcas para a vida.
Não se contenta o apóstolo em pronunciar palavras lindas aos
seus ouvidos, renovando-lhe as forças gerais.
Dá-lhe as mãos para que se levante.

O ensinamento é dos mais simbólicos.
Observamos muitos companheiros a se reerguerem para o conhecimento,
para a alegria e para a virtude, banhados pela divina
claridade do Mestre, e que podem levantar milhares de criaturas
para a Esfera Superior.

Para isso, porém, não bastará a predicação pura e simples.
O sermão é, realmente, um apelo sublime, do qual não prescindiu
o próprio Cristo, mas não podemos esquecer que o Celeste
Amigo, se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou
os pães para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo.
Nós, os que nos achávamos mortos na ignorância e que hoje,
por acréscimo da Misericórdia Infinita, já podemos desfrutar
algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço de socorro
aos demais.

Não nos desincumbiremos, porém, da tarefa salvacionista,
simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis.
É imprescindível usar nossas mãos nas obras do bem.
Esforço dos braços significa atividade pessoal. Sem o empenho
de nossas energias, na construção do Reino Espiritual com o
Cristo, na Terra, debalde alinharemos observações excelentes em
torno das preciosidades da Boa Nova ou das necessidades da
redenção humana.

Encontrando o nosso irmão caído na estrada, façamos o possível
por despertá-lo com os recursos do verbo transformador,
mas não olvidemos que, para trazê-lo de novo à vida construtiva,
será indispensável, segundo a inesquecível lição de Pedro, estender-
lhe fraternalmente as nossas mãos.
Emmanuel, Fonte Viva, por Chico Xavier




Refugia-te em paz

“Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo
para comer.” (Marcos, 6:31.)

O convite do Mestre, para que os discípulos procurem lugar a
parte, a fim de repousarem a mente e o coração na prece, é cada
vez mais oportuno.
Todas as estradas terrestres estão cheias dos que vão e vem
atormentados pelos interesses imediatistas, sem encontrarem
tempo para a recepção de alimentação espiritual. Inúmeras pessoas
atravessam a senda, famintas de ouro, e voltam carregadas de
desilusões. Outras muitas correm, às aventuras, sedentas de novidade
emocional, e regressam com o tédio destruidor.

Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora,
para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho
volume de desencanto nas almas.
A legislação trabalhista vem reduzindo a atividade das mãos,
como nunca; no entanto, em tempo algum surgiram preocupações
tão angustiosas como na atualidade.

As máquinas da civilização moderna limitaram espantosamente
o esforço humano, todavia, as aflições culminam, presentemente,
em guerras de arrasamento científico.
Avançou a técnica da produção econômica em todos os setores,
selecionando o algodão e o trigo por intensificar-lhes as colheitas,
mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial,
jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e
vestuário.

Aprimoraram-se as teorias sociais de solidariedade e nunca
houve tanta discórdia.
Como acontecia nos tempos da permanência de Jesus no apostolado,
a maioria dos homens permanece no vai-e-vem dos
caminhos, entre a procura desorientada e o achado falso, entre a
mocidade leviana e a velhice desiludida, entre a saúde menosprezada
e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a
desencarnação em desespero.

Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o
Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses
de tua alma.
É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a
meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do
cansaço material, todavia, penetra o santuário, dentro de ti mesmo.

Há muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando,
em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão. Passam apressados
de teu coração ao cérebro e voltam do cérebro ao coração, sempre
os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual. São os princípios
fantasistas de paz e justiça, de amor e felicidade que o
plano da carne te impôs. Em certas circunstâncias da experiência
transitória, podem ser úteis, entretanto, não vivas exclusivamente
ao lado deles. Exerceriam sobre ti o cativeiro infernal
.
Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque somente
aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do
amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou.

Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel
A NEGAÇÃO DO IMPOSSÍVEL


Espírito: AUGUSTO SILVA.

O Excelso Criador consubstancia a Possibilidade Infinita para todas as direções, em
qualquer setor de trabalho.
Toda edificação aparentemente inexequível aos nossos olhos é obra viável desde
que atenda às normas das Leis que nos garantem a liberdade no rumo do Bem
Eterno.

Daí o imperativo justo de nos conservarmos fiéis aos compromissos e deveres
identificados em nosso passo, confiantes na Sabedoria infalível que nos concede
isso ou aquilo conforme a intenção que nos guia impulsos e a perseverança que
demonstremos no serviço a fazer.
Não nos cabe indagar quanto ao futuro sem abraçar as tarefas que o presente nos
descortina.

Imperioso permanecer em ação, preservando a consciência à luz da esperança,
sempre que dificuldades e empecilhos nos enriqueçam o aprendizado, ampliando
nos o entendimento da Vontade Superior para executar-lhe os desígnios.
Somos chamados à irremovível certeza na vitória da Providência, que nos brinda
incessantemente com o melhor para as nossas almas, segundo o melhor que
oferecemos aos semelhantes.
Sintonizados com a Direção da Vida, nossas fronteiras do possível alcançam os
continentes do Ilimitado.

Deus é a negação do impossível, por isso, disse Jesus:
- “As coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis a Deus”.
Resta-nos, assim, agir com serenidade, relegando ao esquecimento os pruridos de
inconformidade que nos despontem no coração, buscando elastecer o rendimento dos
próprios atos, na sementeira do bem, porquanto o Pai de Justiça e de Amor, vela por
todas as criaturas na onisciência perfeita e na infinita bondade.

Antes a doença, confia.
Frente ao fogo da provação, acalma-te e pensa.
Ante o transe difícil, pondera.
O auxílio superior surge sempre.

Estuda a razoabilidade dos teus temores, à face das próprias atividades e
reconhecerás, a breve tempo, que bastas vezes, onde julgamos estar o infortúnio
suscetível de trazer-nos desespero e falências, sintuam-se-nos a incompreensão ou a
teimosia que nos impelem simplesmente a fugir do bem que nos procura do Alto.
Do livro Ideal Espírita, por Chico Xavier


DE ALMA DESPERTA

"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti." - Paulo. (II
TIMÓTEO, 1:6.)

É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinitamente
na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de
longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com
as Leis Eternas.

Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a
luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se
extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e
aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre
as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às
escuras.

Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos
pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas
aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado
individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em
obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao
desequilíbrio.

Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade
de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com
decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós,
irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de
alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de
reacender a própria que luz.

Livro Vinha de Luz de Emmanuel, por Chico Xavier



" INSPIRAÇÃO DO NATAL "

" Ouves a música do Natal e sentes que o coração se te transforma numa concha
de alegrias e lágrimas.
É a luz do passado que te retoma o caminho e, com ela, reencontrarás
Jesus na tela das emoções mais íntimas.
'Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra...'
Diante de cada nota da inolvidável melodia, tornas ao regaço do lar, pelos
prodígios da memória, revendo particularmente os que te amaram, com quem
não podes trocar, de imediato, o abraço do carinho aconchegante...

Aqui, neste recanto do pensamento, escutas as orações maternas que te
falavam de Deus; ali, reconstituis a imagem de teu Pai, apontando-te no firmamento a
seara rutilante dos astros; além, regressas ao convívio de professores inesquecíveis,
que te abençoaram a infância; e, mais além ainda, contemplas, de novo, afeições
diletas que as provas e dificuldades do cotidiano não te arredaram da alma...
O AMOR refulge em ponto sempre mais alto, na trilha das horas, e Jesus nos
reaparece, a pedir que também nos amemos, a começar daqueles que nos rodeiam.
Não te detenhas ! ...
Reparte não apenas a mesa farta que te emoldura o júbilo festivo, mas oferece
igualmente a ternura que te extravasa do sentimento. Se alguém te feriu, perdoa...
E, se feriste a alguém, cobre o gesto impensado com a luz da humildade que te
fará recuperar o apreço de teus irmãos.

Divide o agasalho que te sobra, ante as necessidades do corpo, no entanto,
esparze a compreensão além dos limites de tuas próprias conveniências,
quanto se te faças possível, estende o auxílio e coragem aos companheiros
caídos nas sombras da perturbação ou da culpa.
NATAL, é JESUS volvendo a nós, batendo-nos à porta da alma, a fim de que
volvamos também a ELE... Descerremos o coração para que o Senhor nasça
na palha singela da nossa esperança de paz e renovação. E, enquanto a vida
imortal brilha sobre nós, à feição da estrela divina, dentro da noite inesquecível,
seja cada um de nós, de uns para com os outros, no NATAL e em todos os dias,
a presença do AMOR e o amparo da BÊNÇÃO."

Feliz Natal
Meimei/Chico Xavier

 

Esperar e alcançar

“E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.”
– Paulo. (Hebreus, 6:15.)

A esperança de atingir a paz divina, com felicidade inalterável, vibra em todas as criaturas.
O anseio dos patriarcas da antigüidade é análogo ao dos homens modernos.
O lar coroado de bênçãos.
O dever bem cumprido.

A consciência edificada.
O ideal superior convenientemente atendido.
O trabalho vitorioso.
A colheita feliz.
As aspirações da alma são sempre as mesmas em toda parte.
Contudo, esperar significa persistir sem cansaço, e alcançar significa triunfar definitivamente.
Entre o objetivo e a meta, faz-se imperativo o esforço constante e inadiável.

Esperança não é inação.
E paciência traduz obstinação pacífica na obra que nos propomos realizar.
Se pretendes materializar os teus propósitos com o Cristo, guarda a fórmula da paciência
como a única porta aberta para a vitória.

Há sofrimento em teus sonhos torturados? incompreensão de muitos em derredor
de teus desejos? a ingratidão e a dor te visitam o espírito?
Não chores perdendo os minutos, nem maldigas a dificuldade.
Aguarda as surpresas do tempo, agindo sem precipitação.
Se cada noite é nova sombra, cada dia é nova luz.

Lembra-te de que nem todas as águas se acham no mesmo nível e nem todas as árvores são
iguais no tamanho, no crescimento ou na espécie.
Recorda as palavras do apóstolo dos gentios. Esperando com paciência, alcançaremos a promessa.
Não te esqueças de que o êxito seguro não é de quem o assalta, mas sim daquele que sabe agir,
perseverar e esperar por Ele.

Livro Fonte Viva, de Emmanuel, por chico Xavier, 103



O GRANDE MANANCIAL

Meus amigos, que Deus vos conceda muita paz.
O Espiritismo abre hoje a sua porta de esperança e de fé para todas as criaturas.
Não são poucos os que se sentem seduzidos pelas suas claridades maravilhosas,
todavia, não duvideis de que a consolidação de uma crença está subordinada a
uns tantos fenômenos íntimos que somente o coração de cada um pode testemunhar.
A Doutrina Consoladora dos Espíritos procura levar a todos os estudiosos a centelha
de suas luzes divinas, seja elucidando o caminho complicado da ciência do século,
seja esclarecendo os mais complexos problemas filosóficos.

Entretanto, uma pequena percentagem de investigadores pode compreender a sua
grandeza. Habituados às equações algébricas os espíritos cientificistas da época
não lhe percebem a modalidade moral e religiosa, dentro de suas expressões consoladoras.
As mais extravagantes teorias são inventadas para reduzi-la a um mero sistema de
hipóteses, à maneira da ciência humana que se transforma todos os dias, na suas
feições transitórias.

O subconsciente, a ilusão, os fenômenos alucinatórios são chamados para a eliminação
de suas verdades e é daí que chegamos à conclusão de que o Espiritismo só pode
ser aceito pela mentalidade individual, depois de profundamente sentido.
A sua doutrina pode ser estudada em todas as suas minúcias e no caminho das
melhores experiências, todavia somente o coração que já experimentou esses
grandes momentos da vida, poderá interpretar-lhe a magnitude.

Aproximai-vos, assim, desse grande manancial, convictos de que a sua água
cristalina de verdades eternas pode saciar-vos a sede de amor, de consolação e
de conhecimento.

Estudai e aprendei.
A curiosidade e a duvida são os pródromos de toda sabedoria, porém, nesse
vasto caminho de revelações do Infinito, há necessidade de muito sentimento
para a compreensão grandiosa das grandes verdades da vida.
Que guardeis em vossos corações esse elevado propósito, é o desejo sincero
e a suplica a Jesus do amigo humilde.

Emmanuel
Recebida em Pedro Leopoldo, Minas, 22.08.1938, por Chico Xavier.

 


 

Vê e segue
“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.” – (João, 9:25.)

Apesar de o trabalho renovador do Evangelho, nos círculos da
consolação e da pregação, desdobrar-se, diante das massas, semeando
milagres de reconforto na alma do povo, o serviço sutil e
quase desconhecido do aproveitamento da Boa Nova é sempre

individual e intransferível.
Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho,
desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de
vantagens observáveis no imediatismo da experiência humana,
quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade
material, de maneira a gravarem o ensinamento vivo de Jesus, nas
próprias vidas, passam à categoria de pessoas estranhas, muita vez

ante os próprios companheiros de ministério.
Chegado a semelhante posição, e se sabe aproveitar a sublime
oportunidade pela submissão e diligência, o discípulo experimenta
completa transposição de plano.
Modifica a tabela de valores que o rodeiam.

Sabe onde se ocultam os fundamentos eternos.
Descortina esferas novas de luta, através da visão interior que
outros não compreendem.
Descobre diferentes motivos de elevação, por intermédio do
sacrifício pessoal, e identifica fontes mais altas de incentivo ao esforço próprio.
Em vista disso, freqüentemente provoca discussões acesas,
com respeito à atitude que adota à frente de Jesus.

Por ver, com mais clareza, as instruções reveladas pelo Mestre,
é tido à conta de fanático ou retrógrado, idiota ou louco.
Se, porém, procuras efetivamente a redenção com o Senhor,
prossegue seguro de ti mesmo; repara, sem aflição e sem desânimo,
as contendas que a ação genuína de Jesus em ti recebe de
corações incompreensivos e estacionários, repete as palavras do
cego que alcançou a visão e segue para diante.

Francisco Cândido Xavier - Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel

 


 

Estás Doente?

“E a oração da fé salvará o doente. E o Senhor levantará”- Thiago. 5:15

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles

que cogitam de cura real.

Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa,

através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te

esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora.

A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.

De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado

ou insubmisso?

De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de

benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras,

abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos

abusos que te conduziram à enfermidade.

Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da

cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva

no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços

de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de

nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis.

O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.

 

E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes

tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?

Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem

desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os

desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?

Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor,

devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.

Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a

orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.

Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino,

de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois,

reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.

Foge à brutalidade.

Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.

Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.

Não manches teu caminho.

Serve sempre.

Trabalha na extensão do bem.

Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e

permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em

todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

Fonte Viva. Emmanuel por Chico Xavier

 


 

AMIGOS E INIMIGOS


Emmanuel


 

O amigo é uma bênção.

O inimigo, entretanto, é também um auxílio, se nos dispomos a aproveitá-lo.

O companheiro enxerga os nossos acertos, estimulando-nos na construção

do melhor de que sejamos capazes.

O adversário identifica os nossos erros, impelindo-nos a suprimir a parte

menos desejável de nossa vida.

O amigo se rejubila conosco, diante de pequeninos trechos de tarefa

executada.


O inimigo nos aponta a extensão da obra que nos compete realizar.

O companheiro nos dá força.

O adversário nos mede a resistência.

Quem nos estima, freqüentemente categoriza nossos sonhos por serviços

feitos, tão-só para induzir-nos a trabalhar.


Quem nos hostiliza, porém, não nos nega valor, porquanto não nos ignora e

sim nos combate, reconhecendo-nos a presença em ação.

Na fase deficitária da evolução que ainda nos caracteriza, precisamos do

amigo que nos encoraja e do inimigo que nos observa.

Sem o companheiro, estaremos sem apoio e, sem o adversário, ser-nos-á

indispensável enorme elevação para não tombar em desequilíbrio. Isso porque o

amigo traz a cooperação e o inimigo forma o teste.


Qualquer servidor de consciência tranqüila se regozija com o amparo do

companheiro, mas deve igualmente honrar-se com a crítica do adversário que o

ajuda na solução dos problemas do reajuste.


Jesus foi peremptório em nos recomendando:

"Amai os vossos inimigos". Saibamos agradecer a quem nos corrige as

falhas, guardando-nos o passo em caminho melhor.

 

“Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier

 

 

 

COMPANHEIROS E CAMINHO

 

Quando te dispuseres a reclamar contra certos traços

psicológicos daqueles que o Senhor te confiou ao ministério familiar, medita na

diversidade das criações que compõem a Natureza.

Cada estrela se destaca por determinada expressão.

Cada planta mostra finalidade particular.

A rosa e a violeta são diferentes, conquanto ambas sejam flores.

Os caminhos do mundo guardam linhas diversas entre si.

Também nós, as criaturas de Deus são seres que se

identificam pelas semelhanças, mas não somos rigorosamente iguais.

*

Conforme os princípios de causa e efeito, que nos traçam a

lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si,

com a obrigação de subtrair os males que tenhamos colecionado até a completa

extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-los com os outros, na

construção da felicidade geral.

*

Não queira transformar os entres queridos sob o martelo da força.

Ninguém precisa apagar a luz do vizinho para iluminar a própria casa.

Uma vela acende outra sem alterar-se.

*

Ama os teus, aqueles com quem Deus te permite

compartilhar a existência, entretanto, respeita o caminho de realização a que se ajustem.

Esse escolheu a senda do burilamento próprio; aquele

procurou a via de trabalho constante; outro escolheu a trilha de responsabilidades

intransferíveis a fim de produzir o melhor; e outro, ainda, indicou a si mesmo, para

elevar-se, a vereda espinhosa das provações e das lágrimas.

Auxilia a cada um, como puderes, entretanto, não busque

transfigurar-lhes o espírito, de repente, reconhecendo que também nós não

aceitaríamos a nossa própria renovação em bases de violência.

*

Ama os entes queridos, tais quais são e quando nas provas

a que sejam chamados para o efeito de promoção na Espiritualidade Maior, se não

consegues descobrir o melhor processo de auxilia-los, acalma-te e ora pelo

fortalecimento e paz deles todos, na certeza de que Deus está velando por nós e de

que nós todos somos filhos de Deus.

Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

 

ÂNIMO E FÉ

 

Emmanuel

A existência pode ter sido amarga. Espinheiros talvez se te estendam no caminho.

Caístes, provavelmente, algumas vezes e outras tantas te reergueram, à custa de lágrimas.

Sofreste perseguições e zombaria. O mundo terá surgido aos teus olhos por vasto deserto.

Anotaste a força da morte que te subtraiu a presença de entes caros.

Viste a deserção de companheiros, renegando-te os ideais.

Seres queridos ignoraram-te os propósitos de elevação.

Varaste crises em forma de fracasso aparentes.

Tiveste o menosprezo por parte de muitos daqueles aos quais te confiaste.

Ouviste as palavras esfogueantes dos que te condenaram sem entender-te.

Palmilhaste longas áreas de solidão.

Perdeste valores que consideravas essenciais à sustentação dos empreendimentos que te valorizam as horas.

Sofres tribulações.

Suportas conflitos.

Atravessas dificuldades e tentações.

Entretanto, por maior que seja a carga de provações e problemas que te pesam nos ombros, ergue a fronte e caminha para frente, trabalhando e servindo, amando e auxiliando, porque ninguém, nem circunstância alguma te podem furtar a imortalidade, nem te afastar da onipresença de Deus.

Emmanuel
Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER








MAS DEUS...

Há muita gente que te ignora.
Entretanto, Deus te conhece.

Há quem te veja doente.
Deus, porém, te guarda a saúde.

Companheiros existem que te reprovam.
Mas Deus te abençoa.

Surge quem te apedreje.
Deus, no entanto, te abraça.

Há quem te enxergue caindo em tentação.
Deus, porém, sabe quanto resistes.

Aparece quem te abandona.
Entretanto, Deus te recolhe.

Há quem te prejudique.
Mas Deus te aumenta os recursos.

Surge quem te faça chorar.
Deus, porém, te consola.

Há quem te fira.
No entanto, Deus te restaura.

Há quem te considere no erro.
Mas Deus te vê de outro modo.

Seja qual for a dificuldade.
Faze o bem e entrega-te a Deus.

Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER



Auxílios Sempre Possíveis

Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida.

Você pode ainda e sempre:
- avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranqüilidade;
- atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça;
- entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimen-to domina;
- elevar a vibração do trabalho onde o desânimo apareça;
- extrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e cen-sura;
- colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação;
- acender a luz do entendimento e da concórdia, onde surja a treva da ignorância;
- descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice;
- preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade.

Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor.


André Luiz, por Chico Xavier, livro Sinal Verde.






PÁGINA DE FÉ



Ouve, amigo!...

Quem quer que sejas; onde estiveres e com quem estiveres;
Que tenha sofrido graves equívocos ou cometido muitos erros;
Que estejas sob fadiga, após haver carregado pesadas tribulações;
Que suportes essa ou aquela enfermidade;
Que permaneça no cerco de rudes aflições;

Que vivas em abandono por parte daqueles a quem mais ames;
Que hajas experimentado desilusões ou agravos que jamais aguardastes;
Que caminhes no cipoal de tremendas dificuldades;
Que anseies por afeições que nunca tiveste;

Que suspires por ideais cuja realização te pareça remota;
Que lastimes prejuízos com os quais não contavas;
Que trabalhes sob injúrias e perseguições que te envenenam as horas;
Que sirvas sob incompreensões ou pedradas;
Ou que chores a perda de entes queridos, ante a visitação da morte...

Sejam quais forem os impedimentos ou provações que te assinalem a vida, asserena o espírito na fé viva e permanece na tarefa que te foi reservada, porquanto, sempre que estejamos guardando paciência e confiança, em nossos obstáculos, trabalhando e servindo na prestação de auxílio para liquidar os problemas dos outros. Deus em regime de urgência liquidará os nossos.

Emmanuel

Do Livro COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER






DE ÂNIMO FORTE

"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação." - Paulo. (II TIMÓTEO, 1:7.)

Não faltam recursos de trabalho espiritual a todo irmão que deseje reerguer-se, aprimorar-se, elevar-se.
Lacunas e necessidades, problemas e obstáculos desafiam o espírito de serviço dos companheiros de fé, em toda parte.

A ignorância pede instrutores, a dor reclama enfermeiros, o desespero suplica orientadores. Onde, porém, os que procuram abraçar o trabalho por amor de servir?

Com raras exceções, observamos, na maioria das vezes, a fuga, o pretexto, o retraimento.
Aqui, há temor de responsabilidade; ali, receios da crítica; acolá, pavor de iniciativa a benefício de todos.

Como poderá o artista fazer ouvir a beleza da melodia se lhe foge o instrumento? Nesse caso temos em Jesus o artista divino e em nós outros, encarnados e desencarnados, os instrumentos dEle para a eterna melodia do bem no mundo.

Se algemamos o coração ao medo de trabalhar em benefício coletivo, como encontrar serviço feito que tranqüilize e ajude a nós mesmos? como recolher felicidade que não semeamos ou amealhar dons de que nos afastamos suspeitosos?

Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para a frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, "Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação".


Vinha de Luz, de Emmanuel, por Chico Xavier

 



O TESOURO MÁXIMO

Emmanuel

Talvez tenhas alcançado a crise das grandes perdas que se nos marcaram no mundo como sendo instantes inolvidáveis de dor.
*
Assumiste compromissos, de cuja execução companheiros queridos desertaram...
*
Esposaste deveres de partilha com alguém que te haverá deixado a sós...
*
Abraçaste empresas de elevação e progresso e te viste com os braços despojados de todos os recursos, no justo momento em que mais necessitavas de proteção...
*
Arquitetaste os melhores planos na causa do bem e, quando a concretização deles seguia avançada, eis que te reconheceste de espírito desentendido, na transitória convicção de que o mal te batia em triunfo...
*
Alimentaste altos projetos, quanto ao futuro de seres queridos que tomaram rumo claramente contrário às tuas expectativas...
*
Provavelmente experimentaste a perda de criaturas amadas que a morte física furtou à convivência, impondo-te o amargo da solidão...
*
Nessas horas de incertezas e lágrimas, quando tudo de melhor te pareça perdido; quando as vagas do sofrimento te houverem sacudido o barco da existência, através das tempestades de angústia; quando a saudade te envolve em nuvens de tristeza; ou quando a incompreensão te marginalize em tribulações difíceis de suportar; não te entregues ao desânimo, nem te refugies no desespero...
*
Em quaisquer circunstâncias, nas quais te vejas de coração sozinho, ou empobrecido de forças, contempla a imensidade dos céus, ergue a fronte, enxuga o pranto e caminha para diante, conservando bom ânimo e esperança, porque ainda mesmo quando suponhas haver perdido tudo o que possuías de valioso na Terra, trazes contigo o tesouro máximo da vida, que nenhuma ocorrência do mundo te pode arrancar, porque tens Deus.

Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER






Na obra de salvação


“Porque Deus não nos tem designado para a ira, mas
para a aquisição da salvação por Nosso Senhor Jesus-
Cristo”. – Paulo. (2ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:9.)



Por que não somos compreendidos?
Por que motivo a solidão nos invade a existência?

Por que razões a dificuldade nos cerca?
Por que tanta sombra e tanta aspereza, em torno de nossos passos?

E a cada pergunta, feita de nós para nós mesmos, seguem-se, comumente, o desespero e a inconformação, reclamando, sob os raios mortíferos da cólera, as vantagens de que nos sentimos credores.

Declaramo-nos decepcionados com a nossa família, desamparados por nossos amigos, incompreendidos pelos companheiros e até mesmo perseguidos por nossos irmãos.

A intemperança mental carreia para nosso íntimo os espinhos do desencanto e os desequilíbrios orgânicos inabordáveis, transformando-nos a existência num rosário de queixas preguiçosas e
enfermiças.

Isso, porém, acontece porque não fomos designados pelo Senhor para o despenhadeiro escuro da ira e sim para a obra de salvação.

Ninguém restaura um serviço sob as trevas da desordem.
Ninguém auxilia ferindo sistematicamente, pelo simples prazer de dilacerar.

Ninguém abençoará as tarefas de cada dia amaldiçoando-as, ao mesmo tempo.
Ninguém pode ser simultaneamente amigo e verdugo.
Se tens noticia do Evangelho, no mundo de tua alma, prepara-te para ajudar, infinitamente...
A Terra é a nossa escola e a nossa oficina.

A Humanidade é a nossa família.

Cada dia é o ensejo bendito de aprender e auxiliar.
Por mais aflitiva seja a tua situação, ampara sempre e estarás agindo no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou.



Francisco Cândido Xavier - do livro Fonte Viva - pelo Espírito Emmanuel