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Transição Planetária

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Espiritismo

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A Transição Planetaria

Estamos no limiar da grande transição, em que o nosso planeta passará da condição de mundo
de provas e expiações para mundo de regeneração. Isso já constava no planejamento celestial
há muito tempo e não se dará, obviamente, num passe de mágica, pois se trata de um processo
de transformação lento e gradual, porém impostergável.

As tragédias naturais, como o Tsunami do Oceano Índico - objeto de nossas
considerações - fazem parte desse processo, pois elas têm o objetivo de fazer a Humanidade
progredir mais depressa, através do expurgo daqueles espíritos calcetas, refratários à ordem e
à evolução moral e espiritual, que já não podem mais ser retardadas. Eles passarão algum
tempo em outras esferas, aprendendo as leis do Amor e do Bem, até que tenham condições
de retornar ao nosso planeta, para dar seu contributo em benefício do progresso da Humanidade.
Trecho do livro Transição Planetária, de Manuel Philomeno de Miranda, psicografado por Divaldo P. Franco.
Antes das 20h, conforme os relógios terrestres, a sala se encontrava repleta.
(...) Recebêramos vagas informações a respeito do nobre Órion, que viria da constelação do Touro,
particularmente de uma das Plêiades, a fim de apresentar-nos considerações relevantes a respeito
do momentoso projeto de reencarnações em massa, conforme vinha acontecendo no amado planeta,
desde a metade do século passado, e ora se intensificaria.

(...) A seguir, solicitou ao Espírito Ivon Costa, abnegado divulgador do Espiritismo durante a primeira
metade do século passado, no Brasil, que proferisse a prece inicial.
Observei que num dos lados da mesa, a distancia regular, duas entidades femininas com longas
vestes vaporosas e alvinitentes sentaram-se ao lado de um tubo formado por tênue claridade que
descia do teto...
O amigo citado, visivelmente inspirado, com uma voz melodiosa como uma flauta habilmente tocada,
pôs-se em prece que acompanhamos em silêncio:
Jesus, Benfeitor nosso!
Enquanto o planeta amado estertora no seu processo de aprimoramento evolutivo, padecendo rudes
provas e expiações, arrebatando os seus habitantes em direção a sofrimentos inenarráveis, aqueles
que aqui estamos reunidos e Te amamos, suplicamos misericórdia, em face da inferioridade moral
que predomina em nossa natureza espiritual.

Desde há milênios que a todos nos convocas para a construção do reino espiritual nas mentes e
nos corações, sem que hajamos atendido corretamente ao Teu chamado.

... Nas culturas e civilizações antigas, desde o período dos sumérios, alguns de nós demo-nos
conta do alto significado da existência terrena, deixando-nos, porém, anestesias pelos vapores
da matéria enganosa...
Mais tarde, na Pérsia e em Nínive, tomamos conhecimento da Verdade e dos seus mistérios,

para logo os abandonarmos, seguindo as turbas guerreiras de Dario ou de Salmanasar,

conquistando terras e disseminando a morte.

A nossa foi, então, a sementeira de sangue, de orfandade, de viuvez, de ódio, e a colheita
foram as dores acerbas e sem nome na Babilônia e no Egito, que nos fascinaram com seus
templos faustosos, arrastando-nos depois para as derrotas sangrentas com Astiages e o
assassinato de Akenaton...
Transitamos pelos montes do Tibet e pelas planuras da Índia, repetindo as lições do Mahabarata
que nos emocionavam, sem que conseguíssemos alterar a belicosidade infeliz que nos assinalava...
A China veneranda com Fo-Hi e os seus filósofos ensinou-nos sabedoria, entretanto não nos
arrefeceu a sede alucinada de poder sobre a Mandchúria e os povos vizinhos, que também a
destroçaram várias vezes com seus carros de destruição...

Atravessamos o deserto com Moisés, como o faríamos depois com Esdra, por nobreza de Ciro
para reconstruir o templo e reerguer Jerusalém, e atacamos os filisteus e outros povos,
semeando o terror, malsinando, destruindo...
Atenas encantou-nos, desde os dias de Anaxágoras, depois, com as lições de Sócrates,
não impedindo, porém, que nos entregássemos, em Esparta, à hediondez e às lutas incessantes...
Acompanhamos Cipião, o africano, como o fizéramos com Alexandre Magno, o macedônio,
e Aníbal, o cartaginês, embora conhecedores da filosofia em torno da imortalidade e da
interferência dos deuses em nossa vida...

... E contigo, após ouvir-Te as lições de incomparável beleza, abandonamos a fidelidade e
convertemos a Tua doutrina em poder de mentira, luxúria, hipocrisia e desventura...
Assim, atravessamos a noite medieval, advertidos por mártires e santos, apegados à infâmia
e ao horror.
Morremos e renascemos, vezes sem conto, despertando realmente para a vida em abundância
quando as claridades do Espiritismo nos arrancaram da densa treva interior, da ignorância e do
abismo da loucura egotista...

Houve uma pausa comovida. Todos respirávamos ao ritmo da narração evocativa, profunda e grave.
Logo depois, prosseguiu com o mesmo timbre de voz e com a mesma emoção:
Mais de uma vez, a Tua misericórdia sacudiu a barca planetária, qual ocorreu, há pouco, através
do tsunami, demonstrando a fraqueza dos engenhos humanos e suas parcas possibilidades de
conhecer os desígnios de Deus, a fim de a todos despertar-nos em definitivo.
Novamente solicitaste o apoio de outros Espíritos para a grande transição que logo mais terá
lugar no mundo físico.

Permite-nos, agora, que o Embaixador de outra esfera, que estamos aguardando, possa
trazer-nos a Tua benção em nome do amor universal, a fim de que, realmente conscientes,
consigamos servir-Te com discernimento e abnegação.
Aqui estamos, genuflexos e expectantes, a Teu serviço, de coração e mente abertos à verdade.